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Governo |
19-08-2026 22:31:55
| Fonte: CIPRA
CONSELHO DE SEGURANÇA NACIONAL
Criminalidade geral em Angola reduz 10,1 por cento
<p>A criminalidade geral em Angola registou uma redução de 10,1 porcento no primeiro semestre deste ano, enquanto os crimes cometidos com recurso a armas de fogo diminuíram 16,5 por cento.</p><p>Os dados foram apresentados esta quarta-feira, 19 de Agosto, pelo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário Francisco Ribas da Silva, no final da reunião do Conselho de Segurança Nacional, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, no Palácio Presidencial, em Luanda.</p><p>Segundo o comissário, da avaliação feita pelas autoridades de segurança pública, a situação no país mantém-se estável, com livre circulação de pessoas e bens em todo o território nacional. </p><p>“Não existem situações anormais que colocassem em causa a segurança no geral ou que impedissem a livre circulação de pessoas e bens”, esclareceu.</p><p>Os resultados apresentados apontam ainda para uma redução de 5 por cento da criminalidade violenta e de 13,7 nos crimes de roubo, enquanto os homicídios diminuíram 2,5 e os casos de violência doméstica registaram uma queda de 0,9.</p><p>Francisco Ribas da Silva apontou igualmente para uma diminuição de 22,6 por cento nos crimes de violação sexual e de 17 por cento na violência sexual, no balanço das operações realizadas durante o semestre.</p><p>Os resultados são atribuídos a medidas de prevenção e repressão criminal, incluindo cerca de oito mil micro-operações de buscas dirigidas, realizadas pelas forças de segurança, de acordo com o comandante-geral da Polícia Nacional.</p><p>Apesar da evolução positiva, o responsável reconhece a existência de zonas que continuam a exigir uma intervenção permanente, que deverá passar pelo reforço da prevenção e pela cooperação com as populações, parceiros locais e empresários, com objectivo de reduzir o sentimento de insegurança.</p><p>“Penso que é visível nos dias de hoje não ocorrerem crimes de forma espectacular, que ocorria há algum tempo, com armas de fogo, elementos em motorizadas nas zonas urbanas e periurbanas”, sublinhou.</p><p>GARIMPO E IMIGRAÇÃO ILEGAL SOB CONTROLO</p><p>A exploração ilegal de minerais estratégicos e a imigração ilegal registaram uma redução significativa em Angola, segundo o comandante-geral da Polícia Nacional.</p><p>O comissário Francisco Ribas da Silva esclareceu que as zonas consideradas mais críticas, no que diz respeito ao garimpo e à exploração ilegal de ouro, incluindo áreas das províncias do Huambo e do Bengo, encontram-se actualmente sob maior controlo das autoridades e dos órgãos de Polícia.</p><p>“Hoje em dia, nota-se uma redução substancial, visível e com o controle destas zonas por parte das autoridades e órgãos de Polícia”, referiu.</p><p>No domínio da imigração, revelou que foi executado um plano operacional que permitiu retirar do território nacional aproximadamente 53 mil cidadãos de outras nacionalidades que se encontravam ilegalmente em Angola.</p><p>Segundo o responsável, parte destes cidadãos estaria igualmente envolvida em actividades criminosas tais como a exploração ilegal de diamantes e o negócio ilícito de material ferroso.</p><p>“Isto fez com que os órgãos, as autoridades, pudessem tomar as medidas que se impusessem e pudermos repor à ordem”, sublinhou.</p><p>Apesar dos resultados apresentados, Francisco Ribas da Silva reconheceu que permanecem desafios e que o trabalho das forças de segurança terá de prosseguir.</p><p>INTERVENÇÃO DA POLÍCIA NACIONAL NO UÍGE</p><p>O incidente ocorrido no Uíge, a 8 de Agosto, não esteve na agenda da reunião do Conselho de Segurança Nacional, de acordo com o comandante-geral da Polícia Nacional que justificou a intervenção policial como uma acção destinada a repor a ordem e garantir o funcionamento das instituições.</p><p>No final da reunião, Francisco Ribas da Silva esclareceu que a instituição que dirige é “uma polícia republicana ao serviço do cidadão”, independentemente da cor partidária ou origem de cada angolano.</p><p>“A polícia existe para repor a ordem, garantir a manutenção da segurança pública, para garantir a estabilidade e o normal funcionamento das instituições”, ressaltou.</p><p>O comandante-geral referiu que a intervenção ocorreu numa altura em que a autoridade máxima local estava a ser “desautorizada”, tendo a Polícia recorrido, à luz da Lei e dos Regulamentos, ao poder da autoridade para repor a ordem e restabelecer o normal funcionamento da zona.</p><p>“A Polícia recorreu ao poder da autoridade para que o poder da autoridade fizesse jus, com base nas ferramentas disponíveis e legais”, salientou.</p><p>Os incidentes de 8 de Agosto, opuseram forças policiais e militantes da UNITA, que acusam as autoridades de terem impedido, pela força, a realização de um acto de homenagem a Jonas Savimbi, tendo resultado em dezenas de feridos.</p>