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Governo |
20-08-2026 19:51:48
| Fonte: CIPRA
DINAMIZAÇÃO DO TURISMO
Executivo define segmentos para transformar potencial turístico em crescimento económico
<p>O Executivo pretende dinamizar o investimento privado no sector do Turismo e transformar o seu potencial num factor de crescimento económico, criação de emprego e desenvolvimento da economia, através do turismo de eventos, turismo de sol e praia, turismo de natureza e turismo de luxo e bem-estar.</p><p>A medida consta do Decreto Presidencial que estabelece as Medidas para a Dinamização do Investimento Privado no Turismo, apreciado pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, esta quinta-feira, 20 de Agosto, em reunião orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.</p><p>Segundo o ministro do Turismo, a estratégia passa agora para uma nova fase, centrada na captação de capital privado, em quatro frentes prioritárias, nomeadamente o turismo de eventos, turismo de sol e praia, turismo de natureza e turismo de luxo e bem-estar.</p><p>O turismo de eventos constitui a primeira frente de intervenção, beneficiando da construção e expansão de infra-estruturas destinadas à realização de conferências e eventos internacionais. Neste âmbito, está prevista a inauguração de um Palácio de Convenções.</p><p>O segundo segmento é o do turismo de sol e praia, sustentado pelos cerca de 1.600 quilómetros de costa angolana, principalmente nos eixos de Cabo Ledo (Icolo e Bengo), Namibe e Cuanza-Sul, onde já estão em curso investimentos públicos em infra-estruturas.</p><p>O terceiro segmento é o turismo de natureza, área em que Angola pretende tirar maior partido do seu património ambiental e da integração na região transfronteiriça de conservação Okavango-Zambeze. O Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango constitui uma das principais apostas neste domínio.</p><p>O quarto segmento é o turismo de luxo e bem-estar, direccionado para destinos de elevado potencial e características únicas, com destaque para a Foz do Cunene e as Quedas de Kalandula (Malanje).</p><p>A estratégia está assente em três pilares, nomeadamente a consolidação da promoção internacional do destino Angola, o reforço das infra-estruturas públicas nas principais zonas turísticas e a criação de condições para a entrada de investimento privado.</p><p>De acordo com o ministro, Angola deixou de ser um destino turístico pouco conhecido e passou a afirmar-se como um mercado emergente, impulsionado pela promoção internacional através das marcas Visit Angola - The Rhythm of Life e Meet in Angola — The África Meeting Room</p><p>No domínio das infra-estruturas, o Estado tem em curso uma carteira de investimentos públicos avaliada em cerca de 700 milhões de dólares, destinada à criação de infra-estruturas integradas em importantes pontos turísticos.</p><p>Entre os projectos, destacam-se as intervenções em Cabo Ledo, Namibe, Baía das Pipas, Baía dos Três Irmãos, Baía do Tômbwa e Baía do Quicombo.</p><p>A estratégia contempla igualmente o Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango, cujo investimento público se encontra em fase de celebração do contrato e conclusão das condições precedentes.</p><p>Para assegurar a entrada de capital privado, o Executivo pretende concentrar os esforços de promoção e captação de investidores em geografias onde já existe interesse em investir em economias emergentes.</p><p>Relativamente ao sector do Turismo, a Comissão Económica tomou conhecimento do Despacho Presidencial que delega competências aos Titulares dos departamentos ministeriais responsáveis pelos Sectores do Turismo e do Ambiente para a concessão de exploração de espaços destinados ao desenvolvimento de Ecoturismo nas Areas de Conservação Ambiental.</p><p>O diploma visa promover o bem-estar das populações envolvidas, aumentar o fluxo de turistas no país, a empregabilidade local, a fim de permitir o desenvolvimento do turismo sustentável, competitivo e transversal, bem como a conservação da biodiversidade.</p>