PORTAL CIPRA
Menu mobile
Início
Notícias
Discursos
Galeria
Imagens
Vídeos
PT
EN
FR
ES
Notícia
Governo |
05-09-2026 20:13:40
| Fonte: CIPRA
INAUGURAÇÃO DAS BARRAGENS DE NDÚE E DE CALUCUVE
Declaração do Presidente da República à imprensa
<p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t4c/1/16/25aa.png" alt="▪️">JORNAL O PAÍS</p><p>Obrigado, Senhor Presidente! Antes aceite, por favor, as minhas felicitações pelos dois projectos hoje inaugurados.</p><p>A minha questão está ligada ao PCESSA (Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola) que vai combater a seca ao nível do Sul de Angola e também, ao nível da província da Huila, foram lançados alguns projectos como a barragem do Rio Nene.</p><p>Queríamos saber tecnicamente em que ponto estão os projectos para aquela barragem.</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t7f/1/16/1f7e5.png" alt="🟥"> PRESIDENTE DA REPÚBLICA</p><p>- Em primeiro lugar, muito boa tarde a todos! Desde o ano de 2019, altura em que percorremos algumas centenas de quilómetros por estrada até à localidade do Ombala Yo Mungu, onde tivemos a oportunidade de ver as difíceis condições em que a população vivia, nomeadamente no que diz respeito ao acesso à água, tomámos a decisão de conceber este vasto programa conhecido como Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul da Angola.</p><p>Priorizámos a província do Cunene. É nesta província onde terminámos, há cerca de três anos, o canal do Cafu que já está em funcionamento, já está ao serviço das populações e hoje decidimos inaugurar as barragens do Ndúe e Calucuve e respectivos canais adutores.</p><p>Isso para dizer que não podemos fazer tudo ao mesmo tempo. Portanto, do vasto programa, a prioridade tem sido para o Cunene e todos aqueles projectos que, no quadro do mesmo programa, estão concebidos para as outras províncias. Para o Namibe e para a Huíla, serão obviamente executados.</p><p>O ministro [da Energia e Águas], na sua intervenção, falou do que já vem sendo feito para a resolução da escassez de água na província da Huila, dos projectos que já estão em curso também na província do Namibe.</p><p>O que eu gostaria de assegurar é que o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul da Angola vai ser executado na sua plenitude. Ele está orçado em cerca de 4.2 mil milhões de dólares e nada nos parece que possa impedir a sua execução plena.</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t4c/1/16/25aa.png" alt="▪️">TELEVISÃO PÚBLICA DE ANGOLA (TPA)</p><p>Muito boa tarde, Senhor Presidente! Sou José Kamangula.</p><p>A população clama pela construção da estrada até aqui. Entretanto, inaugurados estes dois projectos importantes que representam um marco, obviamente, para a vida da população desta província, o que é que há para melhorar também a circulação até este ponto?</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t7f/1/16/1f7e5.png" alt="🟥">PRESIDENTE DA REPÚBLICA</p><p>- Com certeza que vamos melhorar a circulação, mas não existe capacidade para fazer tudo ao mesmo tempo e à mesma velocidade.</p><p>Os acessos vão ser melhorados; eventualmente abertos novos acessos, mas os projectos que são mais caros e que levam mais tempo a serem executados são estes a que nós prestamos maior atenção e, como vêem, estão praticamente concluídos e entregues ao serviço das populações.</p><p>Há muita coisa que é preciso trazer: é preciso trazer acessos, é preciso trazer energia. A energia também ainda não chegou aqui, mas vamos trabalhar com programação para não tropeçarmos.</p><p>Há muita coisa por se fazer. Os próprios empresários têm investimentos a fazer aqui, à volta desses empreendimentos, destas barragens e canais. Os empresários também vão chegar, a seu tempo; a energia vai chegar, os acessos igualmente, a escola, a saúde…</p><p>O desenvolvimento vai chegar a estas regiões que, antes, nem sequer água tinham. Hoje têm o bem que é essencial, que é a água, e todos os outros bens vêm de seguida.</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t4c/1/16/25aa.png" alt="▪️">RÁDIO ECCLESIA</p><p>Muito obrigado, Presidente Lourenço!</p><p>Inaugurados estes projectos hoje, um grande salto se dá para a mudança de vida das comunidades. Sabendo que a população da província do Cunene é agropecuária - nós estamos a olhar apenas para a questão do combate à seca - como é que vamos olhar para a gestão dos conflitos existentes entre os agricultores e criadores de gado e, consequentemente, também a ocupação ilegal de terrenos, já que o então ministro do senhor Presidente falou da existência de cidadãos namibianos que vão também ocupando vários terrenos aqui no nosso território. Que políticas públicas são implementadas para a gestão destes conflitos, Senhor Presidente?</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t7f/1/16/1f7e5.png" alt="🟥">PRESIDENTE DA REPÚBLICA</p><p>- Grande parte dos conflitos de terras e, sobretudo, entre criadores de gado tem como base a escassez de água. As poucas fontes de abeberamento, que existem ou que existiam até o surgimento destes três grandes projectos, eram bastante cobiçados pelos criadores de gado. Daí haver conflitos quer aqui no Cunene, quer no Namibe, e de alguma forma também na Huila, pelo acesso às poucas fontes de abeberamento de gado.</p><p>Se nós aumentarmos este acesso - quer das pessoas, quer do gado - às fontes de água (e aumentou-se de forma bastante grande), com certeza que é lógico pensarmos que o conflito também se vai reduzir, uma vez que não haverá necessidade de nenhum criador brigar com os outros pelo acesso à água.</p><p>O que há demais a partir de agora é água, vai haver água em abundância, não há necessidade de ninguém brigar com ninguém.</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t4c/1/16/25aa.png" alt="▪️">RÁDIO NACIONAL DE ANGOLA</p><p>Muito boa tarde, Senhor Presidente e obrigado a todos pela oportunidade!</p><p>Olhando para os dados do censo em que mais de 31 mil habitantes do Cunene não têm acesso à água e outros tantos têm acesso de forma precária, olhando também para a qualidade das habitações pelo trajecto que percorremos, deu para perceber que existe muito de pobreza nesta região.</p><p>Gostava que o Senhor Presidente da República focasse também a sua intervenção em relação aos programas concretos que existem para combater a fome e a pobreza aqui na província do Cunene.</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t7f/1/16/1f7e5.png" alt="🟥">PRESIDENTE DA REPÚBLICA</p><p>- O combate à fome e à pobreza têm diferentes componentes, e um dos componentes é o acesso à água que estamos aqui a resolver. Outros componentes também vêm sendo vistos pelo Governo, quer pelo central, quer pelo governo provincial e as administrações municipais.</p><p>Há programas específicos de combate à fome e à pobreza com valores cabimentados no Orçamento Geral do Estado. O que temos que fazer é, sobretudo, fazer com que o que está concebido não fique apenas no papel, mas seja implementado para, gradualmente, irmos reduzindo a taxa de pobreza existente no nosso país.</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t4c/1/16/25aa.png" alt="▪️">REDE GIRASSOL</p><p>Muito boa tarde, Senhor Presidente! Meu nome é Fernanda Gonga, jornalista da Rede Girassol.</p><p>Senhor Presidente, para a inauguração destas importantes infra-estruturas estão aqui convidadas entidades internacionais.</p><p>Gostava que o Senhor Presidente nos dissesse qual é a visão internacional de Angola com a construção dessas infra-estruturas, uma vez que, à saída daqui, também se vai fazer uma narrativa comunicacional internacional a respeito das participações dessas entidades aqui nesta inauguração.</p><p><img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t7f/1/16/1f7e5.png" alt="🟥">PRESIDENTE DA REPÚBLICA</p><p>- Temos aqui entidades, sobretudo na qualidade de convidados. Estou a referir-me a convidados, porque há pessoas de outras nacionalidades mas são das empresas empreiteiras que construíram estes dois projectos. Falando de convidados, temos aqui o Presidente da República Democrática do Congo, e o ministro de Energia e Águas e o Embaixador da vizinha República da Namíbia.</p><p>Em relação à Namíbia, a razão de ser da presença deles neste acto de inauguração é compreensível. Aliás, já estiveram na inauguração do canal do Cafu, porque a Namíbia tem características muito semelhantes às da província do Cunene. A mesma seca severa que o Sul de Angola sofre também uma boa franja do território da Namíbia sofre as mesmas vicissitudes.</p><p>Portanto, se nós estamos a encontrar soluções para minimizar o sofrimento das populações fazendo estes investimentos, é natural, é normal que os nossos irmãos, os nossos vizinhos da Namíbia se interessassem em vir beber um pouco da nossa experiência. Quem sabe para que eles possam também fazer algo idêntico com o mesmo objectvo de servir as populações, no caso, namibianas.</p><p>Aliás, hoje, já não é segredo para ninguém que pelo facto de o quilómetro 165, ou seja, a extremidade do Canal do Cafu estar a menos de 30 quilómetros da fronteira com a Namíbia, os dois governos, o angolano e o namibiano, estão a trabalhar na possibilidade de se proceder à extensão desse mesmo canal para o território namibiano. Esta é, em relação à Namíbia, a razão de estarem aqui, e são muito bem-vindos.</p><p>Em relação à RDC, o Presidente Tshisekedi é Presidente de um país que não tem secas, não sofre de seca, o que tem demais é água. A água [na RDC] é abundante. Chove bastante, tem bastantes cursos de água. Estou a referir-me a rios e lagos. Mas uma coisa é ter água e outra é ter a possibilidade de fazer chegar essa mesma água a quem precise. Portanto, é normal que as autoridades congolesas estejam a pensar também em fazer canais a partir dos rios, dos abundantes rios que possuem, para fazê-los chegar às populações que estão distantes desses mesmos rios.</p><p> </p>