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Governo |
03-11-2026 17:22:25
| Fonte: CIPRA
TRANSFORMAÇÃO ECONÓMICA DE ÁFRICA
José de Lima Massano defende sistemas financeiros mais eficientes para impulsionar o desenvolvimento do continente
<p>A transformação económica de África não depende apenas de políticas económicas assertivas, mas também da qualidade, profundidade e eficiência dos sistemas financeiros, disse o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.</p><p>Ao discursar esta terça-feira, 3 de Novembro, em Luanda, na abertura do Africa Financial Summit (AFIS) 2026, o governante apontou a capacidade de atrair investimento, transformar poupança em investimento produtivo e financiar empresas competitivas como factores essenciais para o desenvolvimento económico.</p><p>Segundo José de Lima Massano, o processo de transformação da economia exige igualmente o apoio ao empreendedorismo, o desenvolvimento de infra-estruturas e a criação de oportunidades para os cidadãos.</p><p>Na ocasião, disse que as receitas bancárias do continente ultrapassaram os 100 mil milhões de dólares em 2024, com níveis de rendibilidade comparáveis aos dos principais mercados emergentes.</p><p>“Temos no continente instituições financeiras cada vez mais rentáveis, mas o crédito ao sector privado permanece limitado em muitas das nossas economias”, realçou.<br><br>O dirigente afirmou que sectores os agricultura e da indústria transformadora, assim como os operadores de pequenas e média dimensão, continuam insuficientemente financiados.</p><p>“Em África, estima-se que cerca de 85 por cento do emprego se encontre na economia informal. Esta realidade limita a arrecadação fiscal e restringe o acesso aos serviços bancários e ao crédito”, sublinhou.</p><p>Para o ministro de Estado, a digitalização dos serviços financeiros, incluindo a utilização de soluções baseadas em inteligência artificial, pode contribuir para a redução de custos e criação de novos instrumentos de avaliação de risco.</p><p>Na ocasião, o ministro de Estado destacou ainda que o investimento feito por Angola nas infra-estruturas de energia, águas, transportes, vias rodoviárias e telecomunicações, conferem ao país condições para desempenhar um papel cada vez mais relevante nas cadeias regionais de produção e de distribuição.</p><p>José de Lima Massano indicou igualmente que Angola possui uma economia aberta, dinâmica e oferece oportunidades de investimento numa diversidade crescente de sectores.</p><p>“O sistema financeiro tem uma responsabilidade decisiva neste processo. Queremos instituições capazes de acompanhar esta transformação, identificar oportunidades, assumir riscos de forma criteriosa e mobilizar recursos para financiar os sectores que continuarão a sustentar o crescimento da nossa economia”, sublinhou.</p><p>Para o governante, as próximas décadas serão decisivas para determinar o lugar de África na economia mundial, devendo o continente financiar a sua industrialização, acelerar a sua integração económica, desenvolver as suas infra-estruturas e criar mais oportunidades para os seus cidadãos.</p><p>“O desafio é imenso. Mas, ainda maior, é o potencial de África”, sublinhou.</p><p>Neste sentido, defendeu o aprofundamento da cooperação entre as instituições, o reforço da confiança nos mercados, a mobilização das poupanças e o direcionamento do capital para as prioridades estratégicas do continente e para a construção de uma economia africana mais integrada, competitiva e próspera.</p>