PORTAL CIPRA
Menu mobile
Início
Notícias
Discursos
Galeria
Imagens
Vídeos
PT
EN
FR
ES
Notícia
Saúde |
17-06-2026 14:01:50
| Fonte: CIPRA
COMBATE AO ÉBOLA
Angola reafirma contribuição de cinco milhões de dólares para Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças
<p>Angola reafirmou o cumprimento integral da sua contribuição voluntária de cinco milhões de dólares a favor do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC) e apelou aos parceiros de desenvolvimento a converterem as manifestações de solidariedade em apoio orçamental directo ao Plano Conjunto de Preparação e Resposta, co-liderado pela Organização Mundial da Saúde.</p><p>A posição foi apresentada esta segunda-feira pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, em representação do Presidente da República, João Lourenço, na Reunião de Alto Nível dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana e dos Parceiros sobre a Epidemia do Ébola, realizada em formato virtual por iniciativa do África CDC.</p><p>Na ocasião, Sílvia Lutucuta informou que Angola procedeu à actualização do Plano Nacional de Contingência Multissectorial de Prevenção, Preparação e Resposta à Doença por Vírus do Ébola, em alinhamento com o plano continental do África CDC e da Organização Mundial da Saúde.</p><p>Segundo a ministra da Saúde, foram igualmente reforçadas a vigilância epidemiológica e laboratorial, a prontidão das equipas de resposta, a vigilância sanitária nos pontos de entrada no território nacional, com especial incidência nas fronteiras terrestres e aeroportos.</p><p>Executivo angolano tem estado a formar profissionais de saúde e sectores estratégicos do Estado, bem como realizar exercícios de simulação e acções de comunicação de risco com o envolvimento comunitário.</p><p>“É imperativo aplicar estas metodologias de diagnóstico precoce garantindo o normal funcionamento e o cumprimento integral da agenda das nossas organizações regionais e continental, protegendo a saúde pública sem estrangular o comércio legítimo, evitando barreiras unilaterais que penalizam as economias locais. É por isso que esta crise deve acelerar a nossa agenda de soberania sanitária”, declarou.</p><p>Durante o discurso, Sílvia Lutucuta defendeu também a integração das lideranças tradicionais e religiosas nas acções de comunicação de risco, de modo a assegurar a colaboração activa das populações na identificação precoce de casos suspeitos.</p><p>Para a titular do sector da Saúde, a gravidade da conjuntura actual exige que África reforce a sua capacidade de actuação concertada, solidária e resoluta perante uma ameaça directa à segurança sanitária e à integridade dos povos do continente.</p><p>“Determino a urgência dos Estados-membros intensificarem a partilha de dados epidemiológicos, a sequenciação genómica em tempo real, sob a coordenação do África CDC. A omissão ou atraso na transmissão de dados estatísticos resulta na perda irreparável de vidas humanas”.</p><p>De acordo com a responsável, os dados partilhados durante o encontro demonstraram a complexidade operacional da resposta em curso e o risco iminente de propagação transfronteiriça, cenário que exige firmeza política, coordenação estratégica centralizada e célere mobilização de recursos.</p><p>“Devemos fortalecer a investigação científica, expandir a produção local de vacinas, medicamentos e meios de diagnóstico e reforçar as capacidades africanas de resposta às emergências de saúde pública”, acrescentou.</p><p>Sílvia Lutucuta transmitiu ainda a solidariedade do Estado angolano aos Presidentes da República do Congo, Félix Antoine Tshisekedi, e do Uganda, Yoweri Museveni, e homenagem aos profissionais de saúde, trabalhadores comunitários e a todos os intervenientes que se encontram na linha da frente da resposta nas áreas afectadas pela epidemia, recordando que o combate ao surto constitui uma responsabilidade colectiva do continente.</p><p>“Exorto aos presentes a actuar com sentido de urgência e autoridade que a situação requer. África possui competência técnica e determinação política necessárias para mitigar e vencer o desafio”.</p><p>O actual surto da variante Bundibugyo afecta directamente a República Democrática do Congo e a República do Uganda, uma região caracterizada por elevada mobilidade populacional e intensos fluxos comerciais, que aumentam o risco de disseminação regional para Angola, país que partilha uma extensa e porosa fronteira com a RDC.</p>