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Governo |
05-09-2026 21:07:42
| Fonte: CIPRA
PCESSA
Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola vai ser executado na sua plenitude
<p>O Presidente da República, João Lourenço, assegurou que o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), avaliado em cerca de 4,2 mil milhões de dólares, vai ser executado na sua plenitude.</p><p>Em declarações à imprensa, após a inauguração das barragens do Ndúe e Calucuve e dos respectivos canais adutores no município do Cuvelai, este sábado, 5 de Setembro, na província do Cunene, o Presidente explicou que o programa prevê intervenções estruturadas que visam responder aos efeitos da seca nas províncias do Sul do país, sendo o Cunene uma das prioridades.</p><p>O Estadista reconheceu, entretanto, que o desenvolvimento das localidades abrangidas pelo programa será gradual e deverá ser acompanhado por investimentos em energia eléctrica, educação, saúde e outras áreas.</p><p>“Hoje, têm o bem que é mais essencial, que é a água, e todos os outros bens vêm de seguida”, sublinhou.</p><p>As novas infra-estruturas reforçam a disponibilidade de água para consumo humano e para o gado, contribuindo também para o desenvolvimento da actividade agropecuária e para a redução dos conflitos entre criadores de gado.</p><p>Segundo João Lourenço, o aumento do acesso às fontes de água poderá contribuir para reduzir parte significativa das disputas entre criadores, muitas das quais com origem na escassez de locais de abeberamento.</p><p>“Se nós aumentamos o acesso, quer das pessoas, quer do gado, às fontes de água, é lógico pensarmos que o conflito também vai se reduzir”, afirmou.</p><p>O Chefe de Estado destacou igualmente o papel dos empresários no desenvolvimento das zonas envolventes às barragens e aos canais, através de investimentos capazes de dinamizar a actividade económica local.</p><p>Questionado sobre as condições de acesso às novas infra-estruturas, João Lourenço garantiu que as vias serão melhoradas, podendo também ser abertos novos trajectos.</p><p>A inauguração incluiu visitas às principais estruturas das barragens, entre as quais os postos de observação e controlo, os coroamentos (cristas das barragens), as torres de tomada de água e as estruturas de condução e descarga.</p><p>Na Barragem do Ndúe, junto ao Rio Caundo, foi accionada a comporta, seguindo-se uma visita guiada à estrutura de transição entre a conduta adutora, o canal e a primeira chimpaca, num percurso de aproximadamente cinco quilómetros.</p><p>Em Calucuve, no Rio Cuvelai, o programa contemplou igualmente o accionamento da comporta e a visita ao posto de observação e controlo, ao coroamento da barragem e à torre de tomada de água, bem como ao edifício de saída da conduta adutora e à descarga de fundo.</p><p>“Não podemos fazer tudo ao mesmo tempo”, afirmou o Chefe de Estado, acrescentando que os projectos previstos para as províncias da Huíla e do Namibe serão igualmente executados.</p><p>João Lourenço recordou que a decisão de criar o PCESSA surgiu em 2019, na sequência de uma deslocação à localidade de Ombala Yo Mungu, onde constatou as difíceis condições de vida das populações, sobretudo no que respeita ao acesso à água.</p>