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Governo |
17-10-2026 11:57:35
| Fonte: CIPRA
ECONOMIA AZUL
Produção de pescado cresce 30 por cento em três anos
<p>A produção nacional de pescado aumentou de 558 mil para 725 mil toneladas, entre 2022 e 2025, correspondendo a um crescimento de 30 por cento.</p><p>Neste domínio das Pescas e da Economia Azul, o Presidente da República, João Lourenço, destacou o papel estratégico dos recursos marinhos e das águas interiores para a diversificação económica, segurança alimentar, criação de emprego e geração de rendimentos para as comunidades costeiras e ribeirinhas.</p><p>Ao discursar na Assembleia Nacional sobre o Estado da Nação, quinta-feira, 15 de Outubro, o Presidente João Lourenço referiu-se igualmente à evolução do consumo de pescado por habitante, que passou de 14,5 para 18 quilogramas por ano, aproximando-se da média mundial recomendada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).</p><p>Segundo o Chefe de Estado, estes resultados contribuem para reforçar a segurança alimentar, substituir gradualmente as importações, fortalecer as cadeias produtivas nacionais e criar novas oportunidades de emprego e rendimento.</p><p>Neste momento, deu a conhecer que decorrem obras de reabilitação do Centro de Piscicultura de Ngolome, que vai promover a aquicultura e aumentar a produção em águas interiores, bem como a expansão da Pescangola, para reforçar a capacidade nacional de apoio à actividade pesqueira.</p><p>O Chefe de Estado também falou da construção da Lota de Pesca do Porto de Luanda e a reabilitação da Lota do Tômbua, iniciativas que visam melhorar as condições de recepção, conservação, comercialização e controlo da qualidade do pescado.</p><p>O projecto AFAP II foi igualmente mencionado entre as iniciativas de apoio à pesca artesanal e à aquicultura, com benefícios para as comunidades produtivas.</p><p>De acordo com João Lourenço, estes investimentos contribuem para melhorar a qualidade dos produtos, reduzir as perdas pós-captura, organizar os mercados e aumentar os rendimentos dos pescadores, armadores, operadores de aquicultura, comerciantes e consumidores.</p><p>Paralelamente, o programa Kalunga reforça o conhecimento científico sobre os recursos marinhos nacionais, apoiando decisões sustentáveis e orientadas para a conservação dos ecossistemas.</p><p>Já o Projecto Integrado de Fiscalização Pesqueira visa combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, e proteger os recursos naturais e a actividade económica formal.</p>