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Governo |
18-10-2026 16:24:06
| Fonte: CIPRA
DESEMPENHO SATISFATÓRIO
Novos projectos em diferentes blocos aumentam produção petrolífera
<p>A entrada em produção dos projectos Lifua A, no Bloco 0, Girassol Infills, Dália Fase 3 e CLOV Fase 2+, no Bloco 17, e de mais de 25 poços em diferentes blocos marcaram o desempenho do sector petrolífero, assim como a retoma da produção nos campos Raia, Airoga e Tubarão, no Bloco 2/05, e nos campos Mpungi e Cabaça Sudeste, no Bloco 15/06.</p><p>Já no domínio do gás natural, foram reforçadas as infra-estruturas de produção, transporte e processamento de diferentes projectos, como o Falcão 2 e Sanha.</p><p>Além destes resultados, é também um marco a entrada em produção dos campos Quiluma e Maboqueiro, acompanhados da respectiva unidade de processamento de gás não associado, e a descoberta de cerca de 1,7 biliões de pés cúbicos de reservas de gás no poço Gajajeira-1.</p><p>O Presidente da República, João Lourenço, assinalou todos esses feitos no domino da produção petrolífera durante o discurso sobre o Estado da Nação, quinta-feira, 15 de Outubro, na Assembleia Nacional.</p><p>No domínio da refinação, disse terem sido registados avanços com o aumento da produção de gasolina na Refinaria de Luanda e a entrada em funcionamento da primeira fase da Refinaria de Cabinda. A segunda fase desta refinaria já foi iniciada com objectivo de atingir uma capacidade de processamento de 60 mil barris por dia, enquanto prosseguem os projectos das refinarias do Lobito e do Soyo, que poderão reduzir a dependência das importações de produtos refinados.</p><p>Relativamente ao armazenamento de combustíveis, a entrada em funcionamento da primeira fase do Terminal Oceânico da Barra do Dande permitiu reforçar a capacidade nacional de armazenamento e a segurança do abastecimento.</p><p>Nesta altura, João Lourenço disse que prosseguem os trabalhos no Terminal Oceânico de Cabinda e intervenções de melhoria e expansão da capacidade do Terminal Oceânico do Lobito.</p><p>Sobre à distribuição de combustíveis, continuaram os investimentos na expansão, modernização e reabilitação da rede nacional de postos de abastecimento, acompanhados da actualização regular do respectivo mapeamento.</p><p>O Chefe de Estado fez saber que até 30 de Junho de 2026, estavam registados 1.234 postos de abastecimento em Angola, dos quais 919 operacionais. E, desde 2023, foram construídos 23 novos postos, um número que continua aquém das necessidades do país, tendo em conta a extensão da rede viária e a dimensão do território nacional.</p><p>Paralelamente, prosseguem as iniciativas para a criação do Laboratório de Análise de Produtos Petrolíferos, para reforçar o controlo da qualidade dos produtos comercializados.</p><p>No domínio da transição energética e da descarbonização, registaram-se avanços na expansão das energias renováveis, com a conclusão da primeira fase da Central Fotovoltaica de Caraculo, na província do Namibe, e progressos na implementação da Central de Quilamba.</p><p>Além destes avanços, estão concluídos os estudos de viabilidade técnica e económica para o desenvolvimento do Projecto de Hidrogénio Verde da Barra do Dande, enquanto está em fase final a preparação do quadro estratégico e legal para os biocombustíveis.</p><p>SECTOR MINEIRO</p><p>No subsector dos recursos minerais, o Executivo promoveu reformas institucionais, programas de levantamento geológico e iniciativas de atracção de investimento, com o propósito de reforçar a regulação, a transparência, a rastreabilidade e a certificação dos recursos minerais angolanos.</p><p>Outra medida foi a aprovação da Nova Política de Comercialização de Diamantes, do respectivo regulamento e do Regulamento para a Exploração Semi-Industrial de Diamantes.</p><p>Neste contexto, foram assinados contratos com grupos internacionais, entre os quais a Anglo American, a Rio Tinto, a De Beers, a Pensana Metals e a Minbos.</p><p>O Presidente da República disse que a realização do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO) em todo o território nacional permitiu aprofundar o conhecimento sobre o potencial mineiro do país, reforçar a capacidade negocial de Angola perante os investidores e criar melhores condições para a gestão sustentável dos recursos minerais.</p><p>No domínio dos diamantes, o Executivo adoptou medidas para dinamizar a actividade, incluindo a reestruturação de concessões, a licitação de novas áreas e o licenciamento de cooperativas. A prospecção e a produção registaram igualmente avanços, acompanhados de investimentos no sector.</p><p>Falando do ouro, o Presidente da República recordou que Angola registou o reinício da produção no período pós-Independência, impulsionada pelo desenvolvimento de projectos de Buco Zau, em Cabinda, e os de Chicuamone e Chipindo, na Huíla.</p><p>De acordo com João Lourenço, essa actividade contribui para a diversificação da produção mineral nacional e para a redução da dependência de um número limitado de recursos.</p><p>Quanto às rochas ornamentais, fez saber que foram desenvolvidas acções de promoção da produção e valorização económica, como a criação do Centro de Valorização de Rochas Ornamentais, na província da Huíla.</p><p>O Executivo promoveu ainda iniciativas de fomento à produção de calcário dolomítico, de minerais utilizados na construção civil e na indústria, bem como de metais ferrosos, procurando ampliar a base produtiva do sector e estimular a transformação local.</p><p>Neste último segmento, João Lourenço destacou a inauguração, em 2023, da primeira unidade fabril de produção de ferro-gusa da Companhia Siderúrgica.</p>