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Governo |
17-10-2026 17:25:11
| Fonte: CIPRA
SECTOR DOS TRANSPORTES
Terminal de Águas Profundas do Caio é inaugurado este ano
<p>O Terminal de Águas Profundas do Caio, na província de Cabinda, será inaugurado ainda este ano, anunciou o Presidente da República, João Lourenço, durante o discurso sobre o Estado da Nação, proferido quinta-feira, 15 de Outubro, em Luanda.</p><p>O concurso público internacional para a concessão da gestão deste terminal a um parceiro privado foi lançado a 9 de Abril deste ano.</p><p>Ainda neste domínio dos Transportes Marítimos, João Lourenço destacou a entrada em operação do navio de grande porte Tchiowa, para reforçar a capacidade de cabotagem e melhorar a ligação marítima entre as regiões do Soyo e de Cabinda.</p><p>Desde o início das operações do navio Tchiowa, inserido no Projecto Cabotagem Norte, operacionalizado pela Secil Marítima, foram transportados cerca de 420 mil passageiros, 30 mil toneladas de cargas diversas, aproximadamente 2.500 meios rolantes e cerca de 650 contentores, e realizadas 2.700 viagens.</p><p>No quadro do desenvolvimento das infra-estruturas portuárias, o Presidente da República mencionou o Projecto de Desenvolvimento Integrado da Baía de Moçâmedes, inaugurado em 2025, que incluiu a modernização do Porto do Namibe, a expansão do Terminal de Contentores e a modernização do Terminal Mineraleiro do Sacomar.</p><p>Segundo João Lourenço, estas intervenções melhoram as condições de escoamento de minérios e produtos agrícolas da região Sul de Angola, facilitam o acesso aos mercados internacionais e aumentam a capacidade de armazenagem e a eficiência operacional.</p><p>A concessão dos Terminais de Contentores e Carga Geral do Porto do Lobito e dos Terminais Polivalentes e Multiusos do Porto de Luanda gerou cerca de 380 milhões de dólares em receitas para o Estado e compromissos de investimento garantido avaliados em 1,3 mil milhões de dólares.</p><p>Estas concessões permitiram igualmente a criação de mais de 700 postos de trabalho directos e indirectos, além das rendas fixas e variáveis associadas à exploração dos terminais.</p><p>No sector aeroportuário, João Lourenço informou que o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto já movimentou dois milhões de passageiros e contribuiu para a criação de seis mil empregos directos.</p><p>O Terminal de Carga Aérea registou 916 movimentos de 33 operadores diferentes e movimentou aproximadamente 28 mil toneladas de carga, indicadores que, segundo o Presidente da República, evidenciam o crescimento da actividade aeroportuária.</p><p>O Chefe de Estado destacou também a entrada em operação de novas companhias aéreas no mercado nacional e o reforço da frota da TAAG, com a incorporação de quatro aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner e seis Airbus A220-300, para assegurar ligações para a Europa, América do Sul, África e China.</p><p>João Lourenço informou ainda que estão em construção os aeroportos de Mbanza Kongo e de Cabinda, enquanto decorrem estudos para a construção de novas infra-estruturas aeroportuárias no Cazombo e em Mavinga, capitais das províncias do Moxico Leste e do Cuando, respectivamente.</p><p>No transporte ferroviário, o Presidente da República falou do Corredor do Lobito como uma rota atlântica competitiva, com investimentos superiores a 750 milhões de dólares e ligações de transporte que integram Angola, a Zâmbia e a República Democrática do Congo.</p><p>“O transporte ferroviário permite reduzir os custos logísticos, aliviar a pressão sobre as estradas, aumentar a segurança no transporte de mercadorias e diminuir o impacto ambiental, contribuindo também para a integração económica regional”, acrescentou o João Lourenço.</p><p>Ainda para dinamizar o sector ferroviário, o Executivo lançou o concurso internacional para a concessão da exploração, gestão e manutenção do Corredor do Namibe, seguindo o modelo do Caminho -de-Ferro de Benguela,a fim de modernizar as infra-estruturas e melhorar a qualidade dos serviços.</p><p>O Presidente da República anunciou igualmente investimentos para a reabilitação do troço ferroviário Zenza-Cacuso, com 215 quilómetros de extensão, pertencente ao Caminho-de-Ferro de Luanda.</p><p>A intervenção visa eliminar constrangimentos provocados pela degradação da linha e melhorar as condições de segurança e circulação, uma vez que o troço não beneficia de reabilitação desde o fim do conflito armado.</p><p>No âmbito da expansão da rede ferroviária, João Lourenço assinalou o lançamento da primeira pedra para a construção do ramal que ligará as cidades do Luena e de Saurimo, numa extensão de 260 quilómetros.</p><p>A infra-estrutura pretende facilitar a circulação de pessoas e mercadorias, reforçar a integração territorial e estimular o desenvolvimento económico da região. Trata-se da primeira obra ferroviária desta dimensão, construída de raiz, desde a Independência Nacional.</p><p>O Executivo prevê igualmente estabelecer uma ligação entre os Caminhos- de- Ferro de Luanda, Benguela e de Moçâmedes, através do Corredor Norte-Sul, com cerca de 700 quilómetros de extensão, ligando Malanje, Cuito e Menongue. A empreitada, segundo João Lourenço, já foi contratada.</p><p>A nova ligação deverá facilitar o transporte de passageiros, o escoamento da produção agrícola e mineral e a integração das principais regiões produtivas do país.</p><p>Relativamente aos transportes rodoviários, João Lourenço deu a conhecer que foram distribuídos 600 autocarros às províncias e está em curso a contratação de financiamento para a aquisição de mais 800 veículos para reforçar a mobilidade urbana.</p><p>Dentro das prioridades anunciadas, consta ainda a criação da Rede Nacional de Plataformas Logísticas, com destaque para a Plataforma da Caála, com vista à reduzir perdas agrícolas e impulsionar as exportações.</p><p>Para João Lourenço, os investimentos em portos, aeroportos, estradas e caminhos-de-ferro devem contribuir para transformar os corredores de transporte em verdadeiros corredores de desenvolvimento, e dinamizar os sectores do agronegócio, da indústria de transformação, do turismo, da tecnologia e dos serviços.</p>