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Governo |
22-10-2026 22:52:17
| Fonte: CIPRA
BIENAL DE LUANDA
UNESCO destaca importância do envolvimento dos jovens na governação dos recursos hídricos
<p>O director-geral da UNESCO, Khaled El-Enany, destacou a importância de envolver os jovens na governação dos recursos hídricos, tendo em conta que são parceiros activos na procura de soluções para os desafios relacionados com a água.</p><p>A gestão destes recursos não constituem apenas um desafio técnico, mas também uma oportunidade para reforçar a cooperação, a estabilidade e a construção da paz, segundo o director-geral da UNESCO esta quinta-feira, 22 de Outubro, no Palácio de Convenções de Luanda, na cerimónia de abertura da 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, presidida pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço.</p><p>“A UNESCO contribui para este processo, disponibilizando plataformas de diálogo, promovendo a cooperação e apoiando iniciativas conjuntas”, afirmou.</p><p>O líder da UNESCO reiterou o compromisso da sua organização em trabalhar com Angola, a União Africana e os respectivos parceiros para transformar as iniciativas debatidas em resultados concretos para todo o continente.</p><p>Por sua vez, o Presidente do Burundi e Presidente em exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye, manifestou, através de uma mensagem lida pelo vice-presidente do país, Prosper Bazombanza, o seu compromisso com o reforço da prevenção e da resolução de conflitos em África.</p><p>Na mensagem, apelou aos Estados-membros da União Africana, à Comissão da organização e às Comunidades Económicas Regionais para intensificarem os esforços em prol da diplomacia da água, da integração regional e da promoção de uma cultura de paz.</p><p>O estadista defendeu, igualmente, uma gestão concertada dos recursos hídricos transfronteiriços e das fronteiras africanas, com vista a assegurar uma utilização sustentável e a prevenir conflitos entre os Estados.</p><p>No domínio das infra-estruturas e dos investimentos nos sectores da água e do saneamento, é a favor do reforço do capital humano, da implementação de mecanismos de financiamento económicos e inovadores e do incentivo a investimentos públicos e privados.</p><p>Évariste Ndayishimiye manifestou ainda confiança na capacidade dos países africanos para consolidarem os resultados da Bienal de Luanda, transformando-os num instrumento de diplomacia preventiva e reforçando o papel central da governação da água na prevenção, mediação e resolução de conflitos no continente.</p><p>Estiveram presentes na cerimónia de abertura da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, além do Presidente da República de Angola, João Lourenço, o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, a antiga Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, o vice-presidente do Burundi, Prosper Bazombanza, e o director-geral da UNESCO, Khaled El-Enany.</p><p>O evento contou igualmente com a presença da Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, de outros de membros do Executivo angolano, embaixadores, políticos e representantes da sociedade civil.</p><p>A 4.ª edição da Bienal de Luanda decorre sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.</p><p>O Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda é uma iniciativa conjunta da República de Angola, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e da União Africana (UA).</p>